Menu
10 de Março de 2017
Escrito por: J.Bianchi
Qualidade de vida e Sustentabilidade

Embarque no Expresso Turístico da CPTM para descobrir as surpresas da 'cidade do caqui', a 60 km de São Paulo


Mudar os caminhos e as formas de segui-lo pode reservar surpresas agradáveis. É isso que descobre quem embarca no Expresso Turístico da CPTM em direção a Mogi das Cruzes, cidade a 60 km de São Paulo e passagem para quem segue ao litoral pela rodovia Mogi-Bertioga.
Conhecida por suas orquídeas e produção de caqui, a cidade tem atrativos para um dia inteiro de passeio, tanto na área rural quanto na urbana.
Seu passado bandeirante e a forte presença de imigrantes japoneses e árabes marcam a identidade da cidade. Não à toa, o evento mais aguardado de Mogi é de origem japonesa: o Akimatsuri, que celebra a colheita do caqui em abril. Na época, aliás, a CPTM fará uma viagem com degustação de caqui já no trem. Será no dia 8 de abril, com mesmo preço: R$ 45 por pessoa, ida e volta. Confira o calendário e as tarifas aqui. Para saber mais sobre o passeio, acesse bit.ly/voudetrem.

Chegando lá, com receptivo (quem embarca no Expresso Turístico, pode fechar passeios com a THG Turismo, da Visite Mogi, dentro do próprio trem), táxi ou Uber, dá para mesclar passeios ou investir em uma das propostas que indicamos a seguir. 

1. TURISMO DE AVENTURA



É por uma subida íngreme de terra, com resquícios de asfalto em algumas partes, que se chega a um dos lugares mais interessantes de Mogi das Cruzes: o Pico do Urubu, na Serra do Itapety. A 1.160 metros do nível do mar, o cume reserva a melhor vista da região, seja de manhã, quando o céu está sempre colorido pelas asas dos parapentes e asa-deltas que partem dali diariamente (foto), ou no fim da tarde, quando a luz do sol cede lugar à luz elétrica e as casas viram pontos iluminados. Um carro comum consegue subir – com cuidado, paciência e num dia sem chuva, vale dizer – os cinco quilômetros até o pico pela Estrada da Cruz do Século. Há quem opte por encarar a caminhada ou as pedaladas até o local, atraente também a praticantes do mountain bike – tem até uma pista de downhill por lá. Para voar de parapente ali, é preciso ter o certificado da Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL) ou contratar um instrutor. Em Mogi, o voo mais procurado é o que pousa na praia e tanto a Flydust (11-96847-1847) quanto a Midiafly (11-99554-2979) são escolas homologadas e recomendadas pelo Mogi Clube de Voo Livre. 

2. TURISMO RURAL



Amantes da jardinagem podem ir à loja do Orquidário Oriental, que reúne variedades de orquídeas de R$ 30 a R$ 300, em média, além de outras espécies de plantas e produtos de jardim. Nos fins de semana de março, o espaço realizará seu 1º Festival de Orquídeas, com entrada gratuita. Aberto de terça a domingo, fica a 33 km do centro da cidade. A dica é passar por lá no retorno à capital, seguindo pela Estrada São Bento Lambari, ou pela Rodovia Presidente Dutra, se for direto de São Paulo.Também na área rural estão sítios e fazendas como a Fruticultura Hoçoya, há 50 anos na cidade e aberta a passeios para grupos de no mínimo 20 pessoas, com agendamento. Durante o tour, além de conhecer a produção, dá para degustar frutas da época, como pitaia, lichia e, claro, caqui (R$ 20 por pessoa e se quiser incluir café da manhã ou da tarde, sai R$ 22). 

3. TURISMO RELIGIOSO



Para além da Igreja Matriz de Sant’Ana, no marco zero da cidade, visitar o conjunto arquitetônico das Igrejas do Carmo, no centro de Mogi, era uma das maiores expectativas da viagem, principalmente o edifício da Ordem Terceira, construído em 1780 e habitualmente fechado ao público. Tombado pelo Iphan, sua parte mais antiga é a Ordem Primeira, de 1633, sempre movimentada pelas missas e eventos. Mas é atravessando seu jardim interno que se chega à pequenina Ordem Terceira (foto), cuja decoração barroca e seus contornos de ouro ainda estão preservados – para conhecê-la por inteiro, agende a visita.Outra obra majestosa é a Mesquita Islâmica, a dez minutos do centro. Construída na década de 1980 com peças trazidas do Oriente Médio, também está aberta a visitas sob agendamento.

4. TURISMO GASTRONÔMICO



Imigração e receitas se encontram em duas paradas de Mogi. Um dos mais reconhecidos restaurantes da região, o Senzala funciona num casarão de 250 anos, antigo entreposto comercial de escravos. Aberto a visitas gratuitas de terça a domingo, serve seu famoso almoço aos domingos e feriados (R$ 35 por pessoa, self service). No centro, o Mercado Municipal é para quem quer produtos frescos e baratos. Ali, não deixe de comer o pastel da Irene, a japonesa (e a barraca) mais famosas de Mogi.

5. TURISMO URBANO



A fileira de cerejeiras faz jus ao parque dedicado às tantas famílias de japoneses que povoaram Mogi das Cruzes entre as décadas de 1920 e 1940. Inaugurado em 2008, o Parque Centenário da Imigração Japonesa é um dos lugares favoritos dos mogianos para passear e relaxar. Localizado dentro da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, são 21,5 hectares por onde se espalham seus quatro lagos com pontes de estilo oriental e desfilam pranchas de stand up paddle. Já para quem quer um roteiro com toque musical, o segundo sábado de cada mês (justamente nas datas do Expresso Turístico) reserva a Morada do Samba, evento na escola de samba local G.R.E.S. Unidos da Vila Industrial (R$ 10 por pessoa). Como abril também é a data de aniversário da agremiação, também está prometida a típica feijoada na quadra. Fique de olho no Facebook para não perder os eventos.


Rua Barão de Jaceguai, 509 – 3º andar - Ed. Atrium - Centro Mogi das Cruzes - SP - (11) 4728-8800 - contato@jbianchi.com.br
by Neotix